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Historia

Mercredi 29 juin 3 29 /06 /Juin 00:32

 

Como a imagem mostra, havia no tempo colonial, autocarros de linha direita Luanda - Maquela do Zombo. A prova é que este conhecido por Maximbombo fazia o troço Maquela do Zombo- Damba-Negage-Camabatela - Lucala, perto do Ndalatando da província do Kwanza-Norte.

 

Hoje, percorrido 9 anos de Paz dentre dos 36 anos de independência, Damba vê uns pequenos autocarros que parte da Cidade do Uige a sede do municipio de Damba e outros, passam e chegam até Maquela do Zombo.

 

Naquele tempo, havia também autocarro que passavam na via de Mukaba, no troço Damba-Uige. Hoje, se ver um veicúlo a passar por via de Mukaba, indo para Uige, é  sem sobra de dúvidas viaturas de pequenos portes sobretudo pertenças dos naturais ou residentes de Damba. Os autocarros dos Estados apareceram só quando os irmãos angolanos que residiam na RDC foram repatriados ! como haveria mais razão de dizer que as estradas não estão conformes? De jeito nenhum ! se para transportar os repatriados os autucarros funcionaram bem, significa que a via era ou é transitável. Mas porque desprezam a pessoa humana de Damba ?

 

Em alguns municipios de angola, vimos na TpA o comboio a romper algumas províncias. Isto porque o caminho de ferro foi reabilitado. Na nossa área, como o colono não deixou caminho de ferro, será uma aberração pensar em comboio, até porque de autocarro identica ao que temos na imagem, aparece quando se expulsa angolanos; tudo para o Chinês ver.

 

O desenvolvimento de Damba precisa de ti, de mim, dele, de nós. É questão de pensar e fazer algo por ele.

Par LUVUVAMO YALA DAMBA - Publié dans : Historia
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Lundi 13 juin 1 13 /06 /Juin 12:50

COORDENADOR DO SECTOR DO 1º CONGRESSO-BAK

 

Mini Biografia DO REGEDOR DOS REGEDORES

BRANQUIMA JOÃO KITUMA DE NKANDUNGO

 

BRANQUIMA JOAO KITUMA ,também conhecido por KINZOLE ou Papa DIZÁ, nascido em Kicumba – Lemboa, aos 5 de Março de 1935, , de profissão Cafeicultor, filho do Soba Nduka Kiyanzala conhecido por Nkandungo, e de Makaya ma Nkatama. viveu maritalmente com 8 mulheres com as quais teve muitos filhos e filhas

 

Viveu desde a tenra idade como Órfão com as mortes de sua mãe e posteriormente do seu Pai, o Soba Nkandungo. Para ganhar seu pão, Kituma  se dedicava no pequeno comercio uma ligação Kongo Belga e Angola passando clandestinamente às fronteiras de ambos os territórios.

 

Teve inicio a sua carreira politica nos anos 50, na clandestinidade, onde prestou subsídios as organizações de nacionalistas que aderiram a ideia de libertar os territórios do antigo reino do Kongo sob jugo Colonial e fez conhecimentos com alguns líderes dessas organizações como KUNZIKA e HOLDEN ROBERTO entre outros…NTO – ABAKO (Fonte de Associação do Baixo Kongo), PDA e UPNA ( União dos Povos Norte de Angola ) que viria mais tarde a se transformar em UPA ( União dos Povos de Angola).

 

 Dessas organizações, ele deu uma importante contribuição na mobilização das populações rurais, e nas colheitas clandestinas em apoio as organizações dos nacionalistas que preparavam o desencadear das acções libertadoras anti-colonial dos territórios do antigo reino do Kongo, nomeadamente o Kongo Belga ( RDC ) e Kongo Português (Angola); objectivos atingidos com a realização de mesa redonda em Janeiro de 1960 na Bélgica a qual culminou com a independência da RDC em Junho do mesmo ano, e com o inicio da luta armada para a independência de Angola em 1961. Facto histórico para Damba, registou-se quando ao ataque a Vila a 19 de Abril de 1961, pelos nacionalistas sob Comando de UPA do Holden Roberto, fundador da GRAE ( Governo Revolucionário de Angola no Exílio) que mais tarde se transformou em FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola).

 

Durante os anos de vida politica na clandestinidade, kituma foi empregado da Fazenda agrícola de Café do senhor Fernando de Bragança, junto ao rio Kuilo, na localidade de Nkussu Madimba, onde depois de especialização passou a assumir o cargo de gerente

 

Com toda inteligência na dimensão que transcende o nível de conhecimento dos seus formadores e do sistema colonial, Kituma introduz pela primeira vez a táctica de Contratados voluntários para a fazenda de que era capataz, facto que o tornou amado e famoso entre os proprietários de fazendas no Damba. Pelo o impacto positivo que produziu este novo sistema de recrutamento de mão de obras para as fazendas de Café, iniciativa pessoal de Kituma, foi mais tarde adoptado pelos colonos proprietários de fazendas em toda colónia.

 

A nova estratégia de recrutamento tinha vantagens acrescidas no valor que os fazendeiros pagavam a administração quando recebiam os contratados e a vontade dos contratados em trabalhar em liberdade em paz em relação aos contratados pelo o estado colonial.

 

Em 1955, Kituma entendeu visitar Kicumba-Lemboa, sob reinado do Soba Vambanu seu tio. Como este substituiu seu pai, a presença dele pareceu uma ameaça ao poder. Soba Vambanu levantou uma queixa contra ele, denunciando-o de que era terrorista em Angola ao serviço de Patrício Lumumba e Kasa-Vubu. Kituma foi conduzido pelo próprio Soba Vambanu à administração colonial onde foi regularmente sacudido com porretes e detidos . Esse assunto, apesar de merecer a atenção de PIDE-DGS, a intervenção dos proprietários de fazendas ajudou a sua libertação.

 

Não demorou muito tempo, Soba Vambano acusado de maus comportamentos contra o povo que dirigia, é substituído por alguém da aldeia Massinge. Mesmo com essa  mudança, o território de Kicumba-Lemboa continuou sempre em crise de liderança pela luta constante pelo  poder.

 

Para dar cobro a essa situação, Kituma, a partir de Nkusso Madimba, com o grupo de naturais de kicumba- Lemboa em serviço na Fazenda de Bragança  organiza a inteligência que visou sem outro interesse senão a retomada do poder deixado pelo seu Pai Pedro Nkandungo ou simplesmente Nduka Kiyanzala.

 

 

Em 1957, O então administrador de Damba foi surpreendido ao encontrar no interior do seu Gabinete, uma carta anónima, escrito num papel almaço, cujo investigação levada a cabo pela PIDE-DGS, não obstante as inteligências usadas não foram capazes de esclarecer a origem da mesma carta. Havendo uma forte crise de liderança no território de Nkandungo, Kituma foi chamado pela a administração, depois de consultar os sobas da região, a conduzir os destinos de Kicumba – Lemboa / Nkandungo, já na qualidade de SOBA.

 

Essa finalmente foi a escolha certa da administração colonial, a que foi vivamente aplaudida pelo povo em geral. A festa para o sua tomada de posse durou 15 dias e decorreu no local onde se encontra erguida a Igreja Evangélica Baptista de Angola IEBA, por na altura existir ali uma escola onde também Kituma fez seus estudos primários, na Aldeia Sala Kintete.

 

No dia 19 de Abril de 1961, no primeiro ataque dos nacionalista contra a Cidade de Damba , por desconhecer a senha (Os negros tinham de cortar as pernas de suas calças ou andar de calção) o Soba Kituma também considerado Mundele Ndombe (Evoluido) é capturado e cruelmente torturado até a agonia desde Kinsakala à missão Demba, onde a intervenção dos habitantes surgiu para o socorro a vida dele.

 

 Com os ferimentos em toda parte do corpo, Kituma chega a ser assistido no posto medico do Nsosso, onde não pude permanecer mais tempo, por julgar inseguro o local que exactamente viria a ser atacado horas depois de sua retirada.

 

 Na sua fuga, vem mais uma vez cair as garras dos nacionalistas que o torturaram mais ainda por ser considerado MUNDELE NDOMBE. Já na condição de detido e abatido, a sangrar, Kituma encontra mais uma oportunidade de defesa no Bairro de Katembo onde as populações de Kicumba Lemboa enfrentaram com mocas e armas Kanhyangulo os agressores. Por estranho que parece, não houve mortes.

 

Pesa embora essa intervenção, os defensores não conseguiram resgatar o soba que foi imediatamente retirado do Katembo pelos seus agressores em direcção a Mbanza Damba - Massinge, onde finalmente vinha um grupo de gentes de Nkusso Pete, organizados e com alta sabedoria, o qual o salvara quando um deles, de repente ficou cheio de espírito do profeta Simão Kimbangu, começou a xinguilar dizendo: « Não matem Kituma, que o Senhor precisa dele em Leopold Ville (Kinshasa- RDC) ». Como os integrantes da UPA-Maza acreditavam nos Profetas Simão Kimbangu e Simão Toco, o libertaram de imediato nas mediações de Bº Mabaya.

 

No seu regresso para Kicumba-Lemboa,  suas feridas começaram a sangrar demasiado e quando deu conta, se achava no local que baptizou de NZANGALAKANI, porque vendo gotas de sangue na terra, concluiu que o pais está desorientado e estragado ! decidiu, caso melhorar, criar uma fazenda de café com o nome de Nzangalakani em memória  a esses acontecimentos.

 

Nesse mesmo ano, com as feridas ainda para se curarem, foi para o Leopoldville, onde foi recebido na Direcção UPA e teve algumas entrevistas na rádio local, falando sobre o inicio de guerra em Angola, apresentando como provas visíveis suas feridas.

 

Depois de recuperado seu estado de saúde, Kituma regressa a Angola onde foi fortemente submetido ao interrogatório da PIDE DGS. De realçar que o facto de saber falar e responder ajudou a que não fosse inteiramente suspeitado e condenado.

 

Tempos mais tarde, com os demais Sobas sobreviventes e mais outros novos devidamente seleccionados frequentaram o curso de Promoção Social em Luanda. Terminado que foi o curso, foi elevado ao cargo de regedor e tinham como missão principal a repopulação e reorganização das localidades abandonadas.

 

Conseguiu no empenho das suas funções reorganizar a regedoria, tendo sido construídas uma escola primária, uma ponte a betão sobre o rio Nguizi, a recuperação de varias fazendas agrícolas de café, a revitalização de actividades pecuárias e a mobilização para milícias popular de Jovens para a defesa das populações na regedoria. 

 

Neste período, o governo colonial ordenou que se juntasse as povoações ao longo das estradas principais ( CAMINHA ).

 

Em 1975 Angola conquista sua independência. Nesta altura a Região de Kongo Angola (-Damba) era ocupada pelo o partido FNLA, Kicumba- Lemboa esteve na sua cabeça, o Regedor Kituma;

 

Em 1976, com a expulsão das força da FNLA (ELNA) pelas forças do MPLA (FAPLA),  Kituma é indicado como o Coordenador do Sector de 1º Congresso em Kandungo, sede em Kicumba Lemboa.

 

Neste período de 1976 à 1979, a regedoria começou a contar com uma padaria, uma moagem de fuba de bombo, mais escolas primárias, um conjunto musical, uma selecção de futebol, associações de camponeses , fora das fazendas privadas de café que não paravam de respirar crescimento na produtividade; a abriu-se o mercado de Kicumba-Lemboa, construiu-se a infra-estrutura onde funcionava o comité do Sector, elevou-se o nível da organização interna e aumentou-se também o numero de comerciantes sendo a maioria deles marcaram também residências na Vila de Damba.

 

Kicumba Lemboa passou a ser visto como uma das potencias económicos do município de Damba e abastecia em quadros as instituições do municipio e em produtos como bombo, feijão, ginguba, carne de caça, porco, galinha, cabritos, maluvos e plantas medicinais… os outros mercados, inclusive o comercio interno através da comercialização no Campo tinha os olhos postos no Kicumba-Lemboa / Nkandungo.

 

Como nem tudo constituí mar de roses, o reinado de Kituma começou a ser vitima de perseguição por parte de alguns dos seus familiares paterno que invejavam a todo custo tomar o poder; associada a má fé do partido governo (MPLA ) que não entrega o camião de marca IFA alocado a associação dos camponeses, a viatura de cabina dupla contemplada ao Coordenador do sector, não obstante ter encaminhado para a província grandes quantidades de produtos, no quadro de comercialização no campo; e mais tarde em 1985, quando a intensificação de guerra, pela progressão das forças guerrilheira do galo negro ( UNITA ) atingiu Damba, esses bens caíram no esquecimento.

 

O mais marcante neste período foi a demonstração de poder tradicional que impediu os guerrilheiros da UNITA não queimarem os carros no interior de Kicumba-Lemboa.

 

Os referidos carros  transportavam os comerciantes que vinham participar o mercado de Kicumba-Lemboa, que decorria no Domingo.

 

Foram surpreendidos estacionados na área da Padaria. A saber que nunca tinha acontecido à UNITA, no tempo que queimava carros, perdoar  um  ou mais carros que caíssem nas mãos dos guerrilheiros. E também pareceu estranho ao Comandante das operações, a coragem demonstrado pelo Coordenador do Sector Branquima João Kituma, ao dirigir –se perante ele, e ousar proibir a realização e concretização de um objectivo. Por isso foi-lhe dito pelo o comandante : Você é o tal Kituma ? Você é muito atrevido ! Não torne mais a fazer isto ! Juro-te que é só aqui e nunca há de se repetir. Dito essas palavras, retirou as tropas com a ordem de que nenhum carro deveria ser queimado. E assim foi, não queimaram !

 

Depois deste período à 1990, a regedoria passou a ser dirigido pelo Senhor Mbenza, (Bem do Povo) de clã Kintete.

 

 

Em 1990 Branquima João Kituma embarca para Luanda onde permaneceu quase dois anos, inclusive se dedicou no comercio, tendo sua bancada no mercado de Ntunga a Ngó, junto a estação de comboio.

 

Em 1992, depois de negociar com a empresa Procafé no sentido de comercializar a reserva de produto que ainda detinha na sua fazenda, foi recuperado na cidade do Uige e convenceram-lhe a incorporar a delegação das autoridades tradicionais da província do uige que deveriam se encontrar com o presidente do MPLA e da República de Angola, o engenheiro José Eduardo dos Santos.

 

O Regedor Kituma, cujo filhos pensavam estar na aldeia, foi recebido pelo Presidente do MPLA e da República de ANGOLA, em Luanda, com quem conviveu cerca de 15 dias na residencial presidencial, no Futungo de Belas em Luanda.

 

Depois desse estadia, foi alinhado no grupo dos activistas políticos indicados para a campanha eleitoral do partido MPLA para os trabalhos políticos em toda extensão da província do Uige.

 

O resultado final das eleições de 1992 é bem conhecido por todos que apesar de contestado pela UNITA, o MPLA ganhou a maioria absoluta e para o Kituma, nem recompensa se beneficiou ! A tristeza foi a que com o recrudescimento da guerra em Angola , a Província do Uige ficou sob controle da administração da UNITA.

 

Kituma não larga o amor que tem para com o seu povo !~

 

uma Só figura para KICUMBA – LEMBOA e toda região de Nkatama.- KITUMA, O Regedor dos Regedores. Neste período o Kituma conheceu pessoalmente as grandes figuras desta organização de Jonas Savimbi, como no caso do vice Presidente  da UNITA, António DEMBO, e utros comandantes que operavam na região.

 

Isto foi lhe dito em 1992 por um comandante das FALAs quando se refugiou no Nzangalakani depois de tomada da província do Uige pela UNITA

 

TU ES A RAZÃO PARA A VIDA DESTE POVO. CASO SUMIRES, TODOS MORREM ! ENTENDEU ?!!!

 

INGETE KA MBI KO ( Sim Senhor não é mal )

 

As consequências da guerra levaram para água a baixo todas as realizações de kituma sobre Kicumba-Lemboa e a pobreza tomou lugar da bonança: as tropas das duas organizações comeram os cabritos, carneiros, porcos e galinhas da Fazenda Nzangalakani e os do povo em geral; queimaram as aldeias e a padaria deixou de funcionar, os habitantes abandonaram as localidades etc… Tudo tinha de recomeçar de novo mas que tudo dependia da paz e da politica.

 

Na retomada do território de damba pelas as FAA, Kituma é recuperado pelas tropas e escapa aos disparos de um atentado preparado contra ele, nos arredores de Kimuanza_Nsakala, na atravessia do rio NFUMBA. A sorte dele foi a que uma mensagem vindo de Uige, da parte de  um certo Coronel cujo nome não foi revelado, ao Comandante NPAKA ( Kuku Tuna ) de que Kituma deveria ser encaminhado com urgência para o Comando Militar da região Norte.

 

 

 

No Uige, já em regime de deslocado, assume a responsabilidade de organizar os deslocados  a dedicarem-se na agricultura em associação de camponeses no Bairro KITUMA, tarefas que cumpriu em colaboração com o MINARS ( Ministério da Reinserção Social ) na província.

 

Aquando a reposição de administração de Estado no Município de Damba, Kituma reaparece na cabeça da regedoria de Kicumba-Lemboa / Nkandungo / Damba / uige, até a data de sua morte  em Luanda, de causas misteriosamente mal definidas – ( doença, envenenamento ou bruxaria).

 

Recebeu Jesus Cristo como Senhor e Salvador e foi baptizado no dia 03 de Abril de 2011, na igreja Bom Deus, congregação de Hoji ya Henda ( Tira Pistola ) em Luanda, portanto um dia antes do falecimento. Nesse dia um forte vento sacudiu o bairro Nzangalakani/ Kicumba-Lemboa /Damba e arrancou as chapas de sua casa.

 

Salutar recordar que  só depois do dia de sua morte (04 de Abril de 2010), por volta de 7:40 h, que o mundo mudou a história,  ao agradecer o governo pelos autocarros modernos de cor azul que vieram em apoio as exéquias em nome do Governo Provincial do Uige.

 

Mas se mais algo foi dado em apoio para o óbito, isto permanece no segredo dos anjos, talvez cimentos para a construção de campa; do resto, comida veio com os filhos e lenhas foi buscados pelos próprios filhos !

 

Da antena parabólica, do televisor, do painel solar foto voltaico supostamente doados a Kituma, não obstante terem os familiares terem dito que eram herança dos filhos, foram recuperados por intocáveis, à cegueira fingida das autoridades competentes, Inclusive os subsídios em atrasos, foram lhes entregues…

 

Alguma e outra coisa não declarada que provavelmente terá sido planificado para ser entregue ao falecido e que em vida não se terá feito, tudo ficou no profundo silencio da noite a semelhança da realidade tal que  seu corpo jaz na sepultura, na sua terra natal, a que baptizou por Kicumba-Lemboa/Nkandungo do município de Damba.

 

Pelo que fez para o governo e o partido MPLA que serviu durante esses anos todos, o Regedor kituma não deixou nada para que os filhos e netos possam recordar do fruto de todo sacrifício feito.

 

INGA !!! INGETE KA MBI KO ÊEH ! MBI ( SIM ! É sim senhor, NÃO É MAL !) mas é mal !

 

 

Par LUVUVAMO YALA DAMBA - Publié dans : Historia
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Mardi 7 juin 2 07 /06 /Juin 10:40

O rio Nzadi a Nkisi( lê-se nkissi) é também conhecido por Nzadi a Kivulu e baptisado por luquixe, nasce na aldeia Kimpanzu, na localidade de KAMBUNDA, no actual municipio de Mukaba da província do Uige, República de Angola.

Ele parte desde a sua fonte, vai se desaguar no rio Zaíre( RDC) nos arredores da Inga, passando pelos municipios de Damba, Maquela do Zombo na parte angolana e passa por INKISI da província do baixo Congo da RDC.

 

Ao longo do percurso deste rio, nos tempos mais recuados, antes da instalação da capital do reino do Kongo no Mbanza Kongo, as pessoas estabeleciam pequenas povoações de propriedade especificamente familiar conhecidas por MAZUMBU.

 

Na investigação sobre a pre-história do reino do Kongo, de acordo dados encontrados na tradução oral, exige que mais buscas sejam feitas nas margens desse rio e outros do território Kongo, ao longo de suas trajectórias.

 

As primeiras buscas efectuadas por mim, já no municipio de Damba, descobrí o Zumbu de MUANDA KONGO na margem do lado de Nsosso e o Zumbu de esi LUKENI no lado de Kicumba-Lemboa / Nkandungo. Isso fez recordar a lição:             < NTETE A TUNGA DIA WONDE WA TUNGIDI MUKABA, KABIDI NSOSSO YE NDAMBA  > pode ser traduzido como: o arquitecto que construiu Mukaba, ofereceu Nsosso e Ndamba.  Pela complexidade que em a língua Kikongo na sua adequação com as linguas europeias nos nossos tempos, essa mensagem pode ter outras interpretações que também podem ser mais esclarecedoras do que esta.

 

Neste momento, nos agarremos no Nsosso ye Ndamba onde por via de tradução oral encontramos a expressão: < WUTA KWA NE NSOSSO, SASA ( lê-se Sassa )KWA NE NDAMBA > Pode ser traduzido como:<A tarefa de nascer é do Né Nsosso e a de criar é de Né Ndamba> Essa expressão suscita muitas interpretações: primeiro, o entendimento tem a ver com nascer e criar; como também alguns outros entende por:< KINFUMU KIA NE NSOSSO, YALA KWA NE NDAMBA >, traduzida como :< O poder do né Nsosso e o reino é do né Ndamba >. aqui surge uma ligação entre o poder e o reino. Essa expressão como a que se adiantou, revela uma única verdade sobre a relação interna das sociedades antigas nessa região: A ÁGUA DO RIO NZADI A NKISI.

 

Ainda não há registo historico sobre nome de alguém que tera percorrido este rio desde a sua nascente à sua Foz, mas que seguramente, soubemos que as aldeias mais antigas do territóro que vem de ser reino do Kongo, tiveram suas origens as margens dos rios, lagos e lagoas ( perto ou um mocado afastada ).

 

A partir do Zumbu de esi Lukeni (margem do rio Nzadi), seguindo em direcção norte, por uma distancia de quase 7 km, perto da nascente do rio Nfumba, existia  (Vata) uma aldeia de nome KONGO, diferente do Zumbu, porque aqui podia habitar pessoas de diferentes famílias. Essa aldeia Kongo, fazia fronteiras com os Zumbu de Laza - Kongo e Zumbu dia Npanzu. Que muito mais se vai avançar no norte, ainda que desviar um pouco para esquerda ou a direita, encontrarás mazumbu como dos: esi Zinga ( depois de basi dia Lemboa),esi Kintete, area de Kisunga, Nsangui, em direcção a Cimo a Kongo na área do rio Coge,zumbu esi Wembo no caminho do Nkussu(resta a confirmar se pertence ao povo Wembo a Kongo ou se tratou se simple nome dado ao local),mais outros..... Na parte do Nsosso também, a progressão que partiu desde rio, com o antepassado,a NSAMBA KILOSO até Mbanza-Nsosso, pode trazer mais subsídios para o esclarecimento ou enriquecimento da história, não só de Damba, mas do reino do Kongo em si.O rio Nzadi a Nkisi ( luquixe) se traduz como rio do feitiço ou rio do Poder. Quem tiver mais conhecimento sobre esse rio, pode nos enviar. Nele e noutros estão as verdades até aqui não reveladas cerca do reino do Kongo.

 

 

Par LUVUVAMO YALA DAMBA - Publié dans : Historia
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Samedi 4 juin 6 04 /06 /Juin 19:06

A expressão "D" é o nome de uma carta do Cidadão rural escrita a partir de Damba, dirigida a todos os cidadãos residente ou não em angola. Surgiu na necessidade de informar ao mundo, os acontecimentos que decorriam naquela parcela do território angolano, onde, em maior parte das suas localidades a comunicação é precária: A internet é praticamente impossivel, os canais da televisão são captadas com e simplesmente a instalação de antenas parabólicas, os jornais, praticamente são desconhecidos, Não era fácil sintonizar a radio Nacional emitida a partir de Luanda, Para telefonar, era preciso subir numa árvóre ou no tecto de uma casa ou então correr para o cúme de uma montanha.

 

A carta EXPRESSÂO D era produzido por um cidadão não profissional ( não jornalista ).

Entre outras matérias retradas, podia-se ler algo sobre os direitos humanos, comentários sobre actualidade, informação sobre actividades realizadas e acontecimentos nas diferentes comunidades do municipios.

 

Com reduzidos potencial material e financeiro, a carta era produzido na Regedoria de Kicumba-Lemboa/ Nkandungo ddo municipio de Damba e era distribuida gratuitamente pelos volúntários que usavam seus fundos para a reprodução e redistribuição do folheto de apenas duas páginas cheias de erros ortograficos.

 

Foi essa folha, carta do cidadão rural, poderosa na mobilização, levou ao conhecimento de Luanda e o mundo a triste situação que abalava o municipio com as mortes em serie de crianças vitíma de uma suposta KIPUPA ( epidemia ), face ao estado de um municipio tão grande territórialmente, suportado por um Hospital apenas e quase meia dúzia de postos de enfermagens confundidos em centro medicos, sem material e medicamentos capazes de responder à surpresas. A bem verdade, o estado de saúde do municipio se considerava doente, posto que a embalagem para conservação de sangue era vendida a 5.000 kwanzas equivalente a 60 dolares na altura.

 

Essa folha, Carta ao cidadão permitiu revolucionar muitos dos habitantes ao ponto de renunciar contra a submissão, as injustiças, as falsidades, o egoismo, e as praticas fora da Lei e dos direitos fundamentais do homem, aderindo a campanha de apoio aos doentes e seus familiares de acordo ao conteúdo da carta.

 

Desta folha, se descobriu o grau da sede pela informação que tem o Povo de Damba, de Nkusso-Pete à Nsosso e de Lemboa à Nkama- Ntambu. De motorizada, à pé percorrendo longas distancias, de carro, à custo próprio corajosos Jovens de Damba vinham solicitar exmplares para fotocópiar e distribuir até que chegou as instancias superiores.

 

EXPRESSÃO "D" tirou sossego a muita gente pelas denúncias e esclarecimento aos cidadãos dos direitos !

 

Foi assim que uma convócatória foi dirigida ao autor da carta para uma reunião, na sala nobre da administração Municipal, com somente os Sobas da regedoria de Kicumba-Lemboa/ Nkandungo. Nessa reunião caracterizada por ameaças contra o autor,  foi proibido a circulação da referida carta que considerava de PROPAGANDA GRÁFICA, a favor. da Extinta FpD- Frente para a Democracia, sobretudo por fazer referencia nos obstáculos que teve o Bloco-Democrático em reconhecer a declaração de residências para os Cidadãos que apostaram na legalização desse partido da oposição.- LULADIDI O LUSIDI WOWO - E ZUNGA KIA LEMBOA KI FUIDI- YANI U LU TUNGIDI E SINA...E KINVUKA KIA NSANDA, KA KIA SALA DIAKA KO .- dissera o administrador Municipal, depois de lida, traduzida e interpretada a carta de aordo o seu entendimento

 

De regresso a aldeia, o autor encontrou sua bíblia comida pelos ratos que souberam inteligentemente escolher páginas,dentro do seu escritório, verdade essa, que ultrapassou seu entendimento; e quando se deslocou na regedoria para contar o sucedido aos mais velhos, foi recebido pelos subsritores do BD-Bloco Democráticos a lamentarem pelas ameaças que lhes foram feitas caso continuassem a mobilizar pessoas a aderir o patido da árvore.

 

Estranho que pareceu, as crianças deixaram de morrer, as condições no hospital tentaram de melhorar faltando a construção e apetrechamento de Centros medicos nas regedorias, conforme tem se vindo a prometer.

 

Ainda me lembro !

 

Junho das Crianças - alegrias e tristezas andaram juntas no municipio de Damba.ÓBITO NUMA ALDEIA- SALA KINTETE-copie-1 

Par LUVUVAMO YALA DAMBA - Publié dans : Historia
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Mercredi 1 juin 3 01 /06 /Juin 08:52

VOMITO DO PAI - 4 -2-10 008     ENTERRO DO REGEDOR KITUMA 200
                       BRANQUIMA  JOÃO KITUMA

( Regedor  Kicumba-Lemboa/Nkandungo de 1957 - 2010)

                                   DAMBA - UIGE
par branqkituma

Par LUVUVAMO BRANQUIMA YALA - Publié dans : Historia
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