O POVO COMEÇOU A SER CASTIGADO MUITO CEDO

Publié le par LUVUVAMO YALA DAMBA

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 Outubro 2012

     CARTA AO CIDADÃO / Direitos, Democracia e Desenvolvimento 

       Nº 01

    

 

O Povo começou a ser penalizado muito cedo!

 

 

O país vai comemorar trinta e sete anos.

  Todos aspirávamos a que Angola fosse agora um país completamente reconciliado, com um projecto colectivo partilhado, com um pensamento estratégico nacional, uma larga e forte classe média e elevados índices de desenvolvimento humano.

No entanto, o país continua a ser considerado uma sociedade de trevas, atolada nos problemas característicos dos países que estão na cauda do desenvolvimento.

Com uma agravante que é o facto de ser um país com muitos recursos e forte crescimento económico mas a que não corresponde um correlato bem-estar da população.

A eleição deixou de ser a besta negra do consulado do presidente José Eduardo dos Santos que tem preferido a indicação e, de preferência, que seja ele a indicar.

 No passado mês de Setembro de 2012, realizou-se as eleições no país, e ele as ganhou graças a muitas irregularidades constatadas pelos partidos da oposição. A tomada de posse desses partidos na nova assembleia Nacional é sinal de que as provas sobre as irregularidades ora denunciadas não têm pesos para se impugnar as eleições como sendo fraudulentas. Isso pareceu estranho a alguns cidadãos que até ao momento ainda não receberam qualquer esclarecimento por parte dos indignados. O que nos resta como cidadão é tirarmos conclusões quanto aos diversos comportamentos, continuar a militar nos nossos partidos ou mudar para outros, formar novos núcleos para reflexão sobre o país visando tomar o poder político e implementar programa digno de contribuir para o bem estar dos angolanos no seu verdadeiro sentido e como não se deve escapar, a tarefa de todos os angolanos fiscalizar a materialização do programa governo do partido vencedor das eleições 2012, proposto para o seu mandato.

 

O Programa de Governação do Partido para o quinquénio 2012-2017, estabelece que o centro da acção de governação é o Povo. Deste modo, desenvolve as formas de interacção entre o Executivo do MPLA com todas as forças vivas da nação, envolvendo os órgãos de soberania, as diversas confissões religiosas, os Partidos Políticos, as Organizações Não Governamentais, os Órgãos de Imprensa e de Informação, o Sector Privado e Cooperativo nacional, todas as estruturas da Sociedade Civil organizada, o cidadão a título individual e as comunidades para, em conjunto e com a participação de todos, serem alcançadas as aspirações nacionais de desenvolvimento material e espiritual dos angolanos.

Ora, a poucos dias das tomadas de posses do presidente da República e dos deputados na Assembleia Nacional, os rios secaram e piorou-se a situação da energia eléctrica nas cidades, impedindo assim as populações acompanhar as notícias, trabalhar e conservar as poucas reservas que ainda tinha. O Povo começou a ser penalizado muito cedo, os partidos da oposição ainda dormem, esperando a convocação das autarquias cujo lei espera por se aprovar nessa nova assembleia para tornar a repetir os corre-corre e gritar fraude ! Será assim todo o resto dos tempos até completar os 5 anos de mandato sem água e luz ?

A situação não se resume só na água e luz, mas também de outras necessidades que por interesse desmedida em alcançar lucros maiores, as empresas das telecomunicações, de venda de urnas fúnebres e geradores eléctricos, e outras personalidades que não gostam do bem para os angolanos beneficiam muito com as falhas constantes da energia eléctrica, como por exemplo, havendo muitos clientes sobretudo internautas sem poder usar a internet durante muitos dias, mas que serão obrigados a recarregar quando findar o mês, numa autentica violação ao direito dos consumidores; o caso de pessoas a falecerem nas salas de operações por cortes bruscas de energia, angolanos que contra a fome e pobreza não conseguem conservar frescos ou vender água fresca para sobreviver, etc….

Destas anotações, não se vê de que forma se pode considerar que o povo é o centro da acção de governação do regime em vigor.

Com o estado de situação reinante, o povo está categoricamente excluído na participação integral no sentido do desenvolvimento material e espiritual do angolano como aspira o programa do governo.

Hoje, na TPA, se anunciou que a situação da energia vai ser melhorada ! Mais uma promessa entre tantas mortas que vai provar a incapacidade dos governantes cumprirem com os programas que apresentam já que o povo está na incerteza se tal anúncio vai mesmo ser verdade.

O Povo vai cada vez mais se divorciando dos Governantes.

 

A VER VAMOS.

 

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