NZANGALAKANI DO REGEDOR KITUMA DEPOIS DE SUA MORTE

Publié le par LUVUVAMO YALA DAMBA

 Trata-se de uma Fazenda agricóla produtora de Café que nos tempos, fez parte dos gigantes a nível do município de Damba e da Província do Uige.- A guerra que abalou o país por muitos anos e o regime são os mais apontados como cDITO 16 - Cópiaausadores de desgraça na vida desta fazenda. Mesmo assim, a mesma conseguiu sobreviver graça a inteligência e dedicação do seu proprietário Branquima João Kituma que em vida fez muitos filhos.

 

Que durante a guerra, as tropas da UNITA comeram quase todo potencial de cabrito e alguns carneiros. Os poucos carneiros e porcos que sobravam, serviram de alimentos para os FAAs que diziam ter vindo libertar a zona que era ocupada pelas FAPLAs. Os populares famintos também se aproveitavam das bananas e de outros produtos para sobreviverem e em troca de nada nem de serviço.

 

 Mas mesmo assim, seu proprietário manteve -se sempre resistente no trabalho da produção de café e outros produtos, embora em pequena escala,para o consumo familiar e a conservação da Fazenda.

 

Com a chegada da paz, depois das tropas terem esgotado tudo que nela tinha, Nzangalakani tinha agora o problema de renovação de documentos que exigia avultado custos em dinheiro. Ninguém ignora a situação que conheceu a maioria dos produtores, comerciantes e todos que habitam ou habitavam as zonas rurais onde todos ficaram descapitalizados e necessitavam de financiamentos para ressucitarem seus negócios. Infelizmente, não eram tido como prioritários nos programas do Governo, pesa embora alguns serem do MPLA. 

 

Como seria possível se naquelas terras nenhum banco aceita abrir um balcão para atendimento as populações vitímas ?

 

Até comerciantes como Npanzu Npanzu, Domingos Mavunino, César de Costa Manuel João Bengui e outros que já deixaram este mundo, quiçá por desgostos ou por doenças, no caso do avó Nkila, Nzenguele, que nem tiveram até a sorte de ser sepultado na terra onde tanto investiram, Daniel Malungo, velho Fabio e outros que assumiram o desenvolvimento da agricultura e comercio e o amelhoramento da imagem do municipio de Damba ! 

 

As muitas instituições não funcionam, a par do IDA( Instituto de desenvolvimento agrário ) o que remete tudo (resolução das necessidades ) para o centro da capital da província Uige. Tudo é Nzangalakani de Nzangalakani !

 

Os tais dito Programas do governo nunca chegam aquelas paragem ! Quem o quizer que venha para Luanda onde se pode conseguir a partir do guichet único, todos os documentos.

 

Antes da sua morte em Luanda, o regedor Branquima não cansava de implorar aos seus filhos dizendo: Nzangalakani, Nzangalakani,Nzangalakani, não deixem morrer; Nzangalakani onde caiu gotas do meu sangue em 1961, não deixem morrer !

 

Morreu há dois anos e Nzangalakani parece estar a morrer também ! Muitos filhos, alguns com medo de feitiço reinante na zona, sem dinheiro, com documentos para se legalizar, outros com ocupação e os restantes ansiosos em marcar residencia definitiva em Luanda e noutras grandes cidades do país, apresenta a equação por resolver.

 

Estará Nzangalakani de volta como no passado ?   Poderão reanimar todos os elefantes endoentados para o bem da economia do Damba em especial e a da provícia do Uige ? Todo tipo de apoio é bem vindo.

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