Luanda: O VÍRUS DAS IMPORTAÇÕES E O GTRUCS

Publié le par LUVUVAMO YALA DAMBA

A proposta base do plano director do Cazenga, Sambizanga, Rangel que foi distinguido no final da feira Projekta 2012, na filda, poderá entrar em vigor este ano de 2013.

 Para a consolidação da estratégia e levantamento de opções de modelos urbanos similares, uma delegação de GTRUCS fez um périplo por diversas cidades da Ásia, da Europa, e de América, nomeadamente Nova Iorque, Boston, Madrid, Tóquio e São Paulo do Brasil.

 De acordo com o jornal comunitário RECONVERSÃO, procurou-se com estas visitas aferir a integração dos espaços verdes no contexto urbano, as diferentes espaços dos parques, Jardins públicos e outros, os diferentes usos e funções associados e os diferentes níveis de gestão e manutenção.

Eram membros da delegação, o Cidadão Bento Soito, director do GTRUCS, acompanhado da arquitecta e paisagista Cristina Câmara- chefe do departamento do planeamento, da arquitecta e paisagista Ana Bragança – representante da empresa SURBANA(consultora do gabinete para o plano director), e do arquitecto João Parreira – assessor do gabinete para área de estudos e projectos. Foram seleccionados  a Central park e o highline, no centro de Manhattan, obra dos arquitectos e paisagista Frederick Law Olmsted e do arquitecto inglês Calvert Vaux, nos EUA,

Os objectivos do Gabinete Técnico de Reconversão Urbana Cazenga Sambizanga(GTRUCS) passam pela constituição de um modelo de Cidade” funcional, economicamente sustentável, inclusivo e que proporcione aos seus habitantes e visitantes, dignidade e alegria, prazer e uma elevada qualidade de vida“. Isto, se pode ler no memorando relativos aos trabalhos, seguindo a linha do pensamento e das indicações de sua Excelência Presidente da República, o senhor José Eduardo dos Santos. 

 As vantagens sobre a função ambiental dos parks. – Obras de arte angolano ???? Nada!

 Múltiplas arquitecturas sem convivência harmoniosa

Para chegar ao tal estágio de desenvolvimento foi necessário articular o uso de tecnologia de pesquisa por satélite e trabalho de campo, designadamente o cadastramento da população. Neste capítulo operacional foi efectuado um levantamento sociológico da população, de modo a identificar as particularidades culturais, politicas e históricas neste território. “Em algumas situações era uma rua, noutras, uma casa, às vezes um edifício institucional….Como o caso do campo de areias, o sete e meio, enfim, várias ruas que têm algum significado para os munícipes no território e em que podemos até não manter, mas garantir que aquela rua continue com o mesmo nome”

 UM PROJECTO A PENSAR NAS PESSOAS – idealizado como mais valia para a população, o projecto conta com os mais esclarecidos (professores, estudantes universitários, técnicos de varias especialidades) dentro deste, para auxiliar no enquadramento dos seus concidadãos (alguns criadores de patos, galinhas, porcos, cabritos, fabricantes de caporoto e vendedores de Kimbombo) a se adaptarem na vida nos  prédios . Só quem realmente vive ou viveu nos musseques pode prever como será o espectáculo a advir e o tipo de música que se vai ali dançar!

A preocupação manifestada durante a construção do projecto com recursos públicos estende-se à dimensão social.

É filosofia do projecto, é garantir que a população não tenha necessidade de ser deslocada, na sua maioria, e que haja um processo integrado de realojamento da população in situ. Essa afirmação não apresenta lucidez

 Numa conversa que tocou vários quadrantes, Bento Soito foi confrontado com o típico desordenamento das grandes cidades do país, e com eventuais conflitos culturais, tanto pela necessária habituação de à vida com múltiplos fogos dispostos em altura, como pelo convívio com novas regras de desfrute do espaço público.

 GTRUCS acredita que na perspectiva cultural,quando assegura que os responsáveis por este trabalho profundo de melhoria de qualidade de vida em todas suas dimensões entendem ser possível, com um processo de educação, de sensibilização, mobilização, promover uma adaptação que não seja abrupta mas que seja atempadamente providenciada e disponibilizada para a população e com a população. (Criadores de cabritos, porcos e galinhas a viverem num prédio, com bêbados a misturas.???? Desenvolver esta tese para o texto – Loucura!!!)

 1º A independência mental ou moral é a primeira a ser conquistada antes de irmos a luta pela independência do País.

1- QUE ADIANTA ELIMINAR VIVENDAS DO COLONO, AINDA EM BOM ESTADO DE CONSERVAÇÃO, PARA SER ERGUIDAS CASEBRES MODERNAS AS DE TIPO PANGUILA, E PREDIOS SEM ESTÉTICAS, COM GASTOS MAIS ALTOS NO LUGAR DE SELECCIONAR AS QUE NÃO PRESTAM E SEREM DEMOLIDOS E COM BOA GESTÃO, ANULAR A CONSTRUÇÃO DE PANGUILAS EM SUBSTIÇÃO POR MAIS BONITAS VIVENDAS DE TIPO COLONO, COM APENAS 1 ANDAR?Tudo- 2-02-2011 009

2- Estrutura metálica erguida a 6 metros de altura poderá atrair mais turistas em Angola se for completamente diferente a do Boston, qual, sugiro que atravessa todos os prédios a esse nível e servir-se de passagens aéreas. Mesmo assim, não tem razão de ser, porque, com a arborização das vias e havendo espaço verde, o território de que se pretende trabalhar estará ausente da poluição do ar. Quiçá, por falta de onde colocar o dinheiro público, se pretenda construir uma cazenga e Sambizanga aérea?

1º A independência mental ou moral é a primeira a ser conquistada antes de irmos a luta pela independência do País.

A PREDISPOSIÇÃO DE ADOPTAR COMO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO A ESTRUTURA VERDE, OBRIGA A UM REAJUSTE DA DENSIDADE POPULACIONAL INICIALMENTE PROPOSTA PARA ALBERGAR A POPULAÇÃO PREVISTA PARA 2030. – DE 600 HABITANTES/ HECTARE NUM TOTAL DE 3,2 MILHÕES DE HABITANTES, PASSA AGORA PARA 450 HABITANTES/ HECTARE NUM TOTAL DE 2,45 MILHÕES DE HABITANTES. Aqui, precisa-se ser esclarecido as avantagens que terão as populações do Cazenga Sambizanga Rangel de que todos não perderão seus actuais vizinhos dos Bairros e municípios. Fora desses calcúlos todos, o que pode ser genial é retirar nos cerebros dos projectistas de que uma cidade é simplesmente um território cheio de prédios com muitos pisos e casebres moderno de tipo Zango ou Panguila. Que podem também projectar uma cidade com vivendas, ainda que com um e dois pisos e milhares de vivendas de características diferentes, mas antes de se plantar tais construções, haverá que se resolver o seu estado subterráneo de serviços como a electricidade, a comunicação, a evacuação das águas e outras necessidades que só os engenheiros em construção podem melhor do que um cidadão comum adiantar. 

 Lição a desenvolver : A razão de ser de toda a ciência económica é o homem. Por isso, as relações entre o crescimento demográfico e o desenvolvimento económico estão na origem da teoria económica.

A avaliação da pressão demográfica sobre os recursos e a definição dos pontos de equilíbrio entre o crescimento da população e o crescimento da riqueza influenciaram o pensamento dos clássicos da ciência económica e continuam a constituir nos dias de hoje uma variável fundamental do processo do planeamento estratégico do desenvolvimento.

Em países como Angola, onde o equilíbrio demográfico ainda está longe de se verificar, as questões demográficas adquirem uma importância estratégica.

O último censo populacional em Angola realizou-se em 1970. Não se tendo realizado desde então qualquer outro censo populacional não se conhecem com objectividade e exactidão os principais indicadores demográficos do País.

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 Ora, a tendência de reduzir o número de habitantes/hectare com o intuito de satisfazer o desenvolvimento do espaço verde, reduz o valor e brilho do projecto que pretende implementar no âmbito da reconversão Urbano cazenga Sambizanga Rangel, tendo em conta os objectivos enumerados na relação pessoas - território. Se a razão dessa projecção é dar melhoria de vida as pessoas e embelezamento do espaço, essa intenção de excluir 150 pessoas/hectare das 600 pessoas/hectares previsto até 2030, vai fazer que, afinal, o desenvolvimento não é igual a melhoria ou vice e versa.

 Portanto, há que fazer uma retrospectiva nas declarações anteriormente avançadas quando se afirmou que : < A preocupação manifestada durante a construção do projecto com recursos públicos estende-se à dimensão social. >

Os angolanos são mesmo obrigados a pugnar por um desenvolvimento que se casa com melhorias em todos os sentidos ( qualidade de vida, conforto do meio ambiente, condições de trabalho, de estudo e de crescimento académico e mais outras oportunidades).

Neste sentido, pensando nas pessoas, os autores do projecto devem reexaminar e alterar onde merecer correcção, a favor de um modelo que não obriga reduzir a dimensão da capacidade, do brilho que a sociedade espera do presente projecto. Isto é possível caso queiram mesmo produzir algo de bom para todos e com a participação de muitos pensadores, mediante concurso publico a ser lançado para o efeito. No caso contrário é necessário anulá-lo e optar por o mais simples do que este, qual consiste em melhor o sistema de abastecimento de água, energia eléctrica, construção do jardim botânico na zona da lagoa de São Pedro, asfaltamento de todas as ruas dos muncipios de Cazenga, Sambizanga e Rangel, arborização das estradas e construção das novas vivendas tipo colonial onde haver espaços, reabilitar as que precisam retoques; esquivando-se assim de preencher Luanda com Prédios de mais pisos e casebres modernos do estilo Panguila. Cazenga Sambizanga Rangel têm espaços suficientes para moradias de Vivendas com placas de betão por tecto, confortos para pessoas, com espaços para animais e aves, e espaços verdes com jardins para cada quintal, e jardins públicos, espaço para lazer e outros, erguidas a paradigma especificamente made in Angola. Para se projectar o bem estar dos angolanos e de Angola, não se deve restringir o espaço a contemplar. A questão reside na transparência sobre a gestão dos fundos a alocar, o número de habitantes a beneficiar e os benefícios a oferecer ao país, a estratégia a adoptar. Nem tudo nesses municípios abrangidos está mal. O que é de bom deve manter, corrigir o que pode ser corrigido e melhorado. Desta forma, pode se poupar muito dinheiro que estaria a servir as empresas estrangeiras de Singapura e outros, quando no país, existem quadros capazes de fazer o mesmo tipo de trabalho e com qualidade aceitável.

 Que o cidadão que rejeitar governar Luanda por causa dessa densidade populacional, ou do crescimento que tem ou terá no seu futuro, está livre de rejeitar o cargo que lhe é proposto e pode optar por administrar uma comuna ou um município, de acordo com a densidade populacional a altura da sua capacidade sem prejuízo para Luanda, e para Angola, que até, pode eleger o cidadão com poder e com capacidade de assumir os destinos da capital.

 Crescimento como desenvolvimento com melhorias, nunca  se deve aceitar a expulsão de pessoas em pleno gozo dos seus direitos sociais, nos seus territórios de residencia; fora do qual a preocupação aqui revelada durante a concepção do presente projecto é uma pura e viva mentira, imprópria para confiar.  

 CAZENGA SAMBIZANGA RANGEL pode desejar uma ponte em betão armada suspensa a 6 m de altura no lugar de uma ponte metálica copy-past do central park do Boston-EUA. Mas o que podemos nos questionar é da saber da importância dessa imagem já realizada noutras margens do planeta no lugar de usarmos a criatividade e encontrar algo novo, como por exemplo, a construção em betão de uma Welwicha mirabilis aeréo, tendo cada etapa a medir 300 à 500 metros de baixo ao topo de 6m de altura, sendo embelezado com flores e outras plantas, algo jamais existido, em parte nenhuma da terra, para oferecer a paisagem mundial ? Uma obra do genero, bem aplicada, poderá atrair milhares de turistas, como quer, para um País cujo governo não sabe onde e em quê jogar o dinheiro.

Não se esqueçam que devemos valorizar o que é nosso! Os nossos quadros, as nossas obras, o nosso angolano, a nossa Angola. Essa é apenas parte de uma reflexão sobre a intensão do governo em requalificar os municípios supracitados e construir mais 4 cidades para Luanda. Com espirito de dialogo aberto, inclusivo, abrangente e livre, estamos dispostos.

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