Luanda: A saúde está doente com as lixeiras sempre a subir

Publié le par LUVUVAMO YALA DAMBA

 

Não se consegue compreender

Nos municípios de Luanda da capital da República de Angola, há muitos bancos e, em quase todos ; infelizmente, nesses bancos, nem todo o Angolano tem o direito, mesmo sendo cliente, de obter credito bancário, o que é sinceramente triste até porque os cidadãos se deparam sempre com o conhecido falta de sistemas e falta de dinheiro nas multi-caixas principalmente nos fins de semanas. Nesses municípios da província de Luanda, Cazenga em particular, o que se pode encontrar de pior em relação aos municípios das outras províncias, como, Damba da Uige, é o mau cheiro provocado pelas lixeiras instaladas por orientação superior, do Governo da Província,  nas algumas ruas dos bairros. Será também por falta de SISTEMA?

 

Não se consegue compreender!

A resposta a essa pergunta requer muita reflexão na medida em que a questão de funcionamento dos bancos é diferente da das empresas de recolha de lixos e remoção de lixeiras contratadas para a limpeza da província de Luanda. Talvez seja o sistema de operatividade dessas empresas a ser julgado inadequado para satisfazer o sonho dos Luandenses quanto ao objectivo em ver Luanda limpa, pelo contrário, vem matando a SAÚDE das pessoas e do meio ambiente.

 

No princípio, os rapazes(operadores) que trabalham nessas empresas de limpezas, para retirarem o lixo deixado pelos cidadãos nos locais indicados pelo governo, usavam pás e vassouras e o camião de recolha de lixo percorria as ruas, três ou mais vezes por dias. Tudo parecia normal e melhorada em alguns sentidos. Houve falhas porque em muitos desses lugares indicados pelo governo afim do povo depositar o lixo, não se colocou contentores ou caixas para lixo ou outro tipo de material, de modo a evitar que o lixo se espalhe em todo lado e contra a saúde dos cidadãos. Houve tempos em se que ofereciam sacos plásticos aos taxistas azul e branco (Candongueiros). Essa iniciativa que bem remedia as tarefas dos operadores, desapareceu milagrosamente e sem qualquer outra informação prestada na altura, ao povo da província.

 O lixo é depositado no chão, e recolhido muitas vezes por dia. A propaganda a nível da TPA e RNA trouxeram ao executivo, muitos aplausos; apesar de que no terreno, houve a multiplicação de moscas, mosquitos e outros bichos mal identificados e maus  e estranhos cheiros e doenças as populações que dão conta das origens, mas infelizmente não têm como escaparem. Tudo isto, a cabeça sabe porque tem informadores.

 

 O programa do governo denominado “LIMPEMOS LUANDA “fez movimentar muito dinheiro dos cofres do ESTADO Angolano para servir ao governo contratar empresas com capacidades e meios no sentido de trazer um ambiente salutar as populações e uma boa imagem a província de Luanda, Capital da República de Angola. Quando foi lançada essa notícia, muitas bocas gritavam: <Estamos a subir, estamos sempre a subir! > Mas tarde, quem procura ver onde eles estão a subir, encontra-os a repousar na “ SOMBRA da BANANEIRA “ já com o bolso cheio de dinheiro do povo. Pode se acreditar que estavam mesmo a subir! Não estavam a subir numa montanha, não estavam a subir numa escada, não estavam a subir no avião ou numa árvore qualquer, mas sim estavam a subir numa bananeira! Isso é caricato mesmo subir na bananeira, que acaba sempre por deslizar-se e quando cansado, descansa-se mesmo onde a fraqueza lhe apanhou! O problema maior está com as pessoas que os mandam subir na bananeira. Essas pessoas são as que elaboram as políticas e as que executam.

 

Essas mesmas pessoas sabem o que fazem! É importante que o povo reconheça isto e a Oposição política democrática cesse de as considerar de incompetentes, talvez irresponsáveis ou qualquer outro atributo. Necessário é buscar saber quem são e porque procedam da maneira?

 

Os resultados dos trabalhos que fazem, provam que são piores do que os incompetentes!

Estamos em Luanda a grande cidade a viver realidades que nem nas aldeias se existem. Provavelmente que noutras grandes cidades de Angola, se viva semelhante estado de situação. Os promotores dessas realidades, só repousam na sombra da bananeira, a rir, e alegres pela nossa miséria. Quem são? São aqueles que como podemos pensar ser, atendendo o que fazem!

 

Como resultado do que fizeram até agora é o que realmente vivemos: andar nas ruas ou estar em casa, sentimos o mau estar, mau e estranho odor que obriga tapar nariz e boca, mosquitos a picar 24/24 horas, moscas perturbar a paz mental, doenças e óbitos sempre a subir. Ninguém hoje deve se atrever desmentir que nas grandes cidades de Angola os centros médicos, policlínicas e hospitais estejam superlotados de doentes e que as casas de venda de urnas fúnebres estejam a facturar bem. De certeza vão querer culpabilizar as cargas de chuvas (o melhor fiscal das obras) que cai nesse mês de Maio, o que também não será correcto, já que a situação data de muitos tempos passados. Estamos a morrer com o nosso silêncio face ao estado da situação prevalecente!

 

São os maus inteligentes, afortunados de dinheiro, mas pobres de espíritos que têm o monopólio de todos os direitos. Por falta de informações convincentes e porque a situação é ameaçadora ao direito a vida de todos nós, deduzimos que esses monopolistas, ao tomar conhecimento sobre o dinheiro que tinha de ser posto em jogo para a questão de limpeza a província, uns, resolveram fundar empresas de Limpezas, ganhar o concurso público e beneficiar do dinheiro do povo angolano de forma injusto. Outros, já eram proprietários ou amigos ou familiares dos proprietários de casas de vendas URNAS fúnebres de luxo, de Policlínicas e farmácias, agora, e também interessados a botar mão na massa. São os mesmos que fazem guerras contra as Zungueiras e qualquer cidadão que, por falta de estabilidade socioeconómica, encontram a sobreviva na prática de pequenos negócios, no mercado paralelo. Querem tudo só e somente para eles. Na mente desses monopolistas domina a vontade de se apoderar do dinheiro do Povo de forma inteligente, evitando cair num suposto crime de peculato ou serem inscritos na lista de corruptos. Eles sabem das consequências de lixo no seio das populações: Má imagem do local, mosquitos, moscas, paludismo, febre tifóide, muitas outras enfermidades e mortes. Só que isto, não se lhes importa. Acontece que pela limpeza da província, eles sabem que as policlínicas e farmácias e casa fúnebres perdem os clientes ( Pacientes ou doentes); logo, perdem os lucros e a capacidade de pagar salários aos seus trabalhadores e no fim, podem ir a falência.

 

A suspeitar que estejam a defender a continuidade dos negócios supostamente seus (farmácias, policlínicas e casas fúnebres), também, não querem perder a oportunidade de usufruir do dinheiro do estado posto a disposição para a campanha de limpeza de Luanda. Sendo assim adoptaram a estratégia de limpar e ao mesmo tempo criar condições para o surgimento de doenças no seio das comunidades nas operações de limpezas que efectuam. Em nada se lhes importa as criticas a ser lançadas contra a governação. E quando neste tipo de situação os governantes se mantêm insensíveis, o povo deve acreditar estar a cheirar cumplicidade contra a sua vida, a imagem da cidade e do país, bem como a saúde dos estrangeiros residentes em Angola.

 

Vamos ao estudo da situação: No princípio quando apareceram as empresas operadoras de limpeza nos bairros de Luanda, na véspera da campanha eleitoral, carros de recolha de lixos circulavam as ruas, permitindo a que os cidadãos atirassem directamente seu saco de lixo dentro do camião e nos locais definidos pelo governo da província, de onde os cidadãos devam colocar o lixo, (muitos desses locais não têm caixas) o pessoal da empresa de limpeza fazia seu trabalho usando o material simples como Pá e com as mãos protegidas com luvas, já que se distribuía sacos para o lixo. Só nas grandes aglomerações de lixos onde via-se intervenção de maquinas para a remoção de resíduos. Luanda, de facto tentava conhecer tempos bons em termo de salubre. Se o estado da situação permanecesse como tal, hoje, não haveria tantas moscas, mosquitos, doenças e óbitos como se vive hoje, nem a necessidade da presente redacção. O território Luanda teria outra realidade, quiçá melhorada ou moderada.

 

Mas, como se os monopolistas não gostam o que o povo gosta, eles introduziram a politica de que os carros que transportam lixo devem ser pagos mediante o peso do lixo que apresentar cada carro. Entende-se de que o camião com o lixo que pesar mais, ganha mais DINHEIRO.

 

Com essa suposta medida e porque para os monopolistas do capitalismo selvagem, só interessa dinheiro e não a vida dos angolanos, encontraram novo SISTEMA de trabalhar. Um sistema que permite a que onde os rapazes (operadores) usavam pás e vassouras, tinha de ser substituído por usa da maquina, para CAVAR, juntando-se o lixo com terra no camião, afim de conseguir MAIS PESO no camião e ganhar mais DINHEIRO deixando para os bairros da capital do país, grandes e graves buracos. Onde não havia caixa para lixo e que se devia colocar, não se colocou caixa até hoje dia, para permitir a que o lixo se espalhasse em todo lado e sempre a subir; Reduziram significativamente o tempo de recolhas de lixo e acabaram com os carros de rotinas nas ruas afim de que nos locais de depósitos indicados, o lixo esteja a subir e sempre a subir até ressurgir os amontoados que antes existia (quem sabe se o estado vai aprovar mais aumento de verbas ); acabou-se com a distribuição gratuita de sacos plásticos nas vias, como também, a TPA e RNA deixaram de educar o povo, nos seus programas, como faziam antes, no sentido de combater o lixo. Como resultado produzido por este novo sistema, temos o estado de situação que vivemos hoje, com o número de buracos nas ruas sempre a subir, as quantidades de moscas e mosquitos sempre a subir, as doenças sempre a subir, tal como a nossa análise sobre as consequências desses vai demonstrar.

 

 Ora, se formos a analisar os diferentes variantes das situações que causa a forma imbecil de implementar esse programa de limpemos Luanda, vemos as consequências graves na vida dos citadinos. Primeiro é que nos variantes desse processo de pôr em risco a saúde das pessoas para ganhar dinheiros do estado dessas mesmas pessoas, temos as consequências das CAVAÇÕES que produzem estagnações de águas de chuvas e de furos de tubos de água canalizada para alguns bem-aventurados do sistema politico, que com sua mistura com as sobras de lixos no terreno provocam para as populações, as várias enfermidades as quais fornecem muitos clientes as policlínicas e boas vendas de caixão ou URNAS de luxo que custam bem carro. Estranho é que se sentem realizados, satisfeitos pelos lucros que acumulam todos os dias pelo que fazem, ignorando que eles próprios também, podem ser vitimas da contaminação, pesa embora a diferença entre o pobre que ao máximo tem o recurso ao tratamento medico medicamentoso dentro do território nacional e eles, com o dinheiro que têm e lucros que realizam todos os dias, conseguem ir enriquecer as policlínicas e clínicas de grande porte, nos países estrangeiros, o que também em muitos casos não resultam positivo. 

 

A imbecilidade neste espírito de pensar, está na verdade que a contaminação do ar, do local e a afectação de doenças as pessoas dentre as quais estão também os familiares, amigos e familiares de amigos dos  próprios monopolistas e sem exclusão. Os governantes e toda classe dos políticos sabem disto! E porque insistem em fazer isto? Claro que estão munidos de espíritos mal esclarecido que os tranquilizam de que em caso de morte de um familiar ou amigo, o DINHEIRO RESOLVE TUDO. (Só que se esquecem de que o dinheiro não traz de volta a vida). eles, a família do malogrado e amigos vão contribuir para realizar as exéquias; e ele, vai aparecer como boa pessoa, porque vai fazer ceder a urna, o Katafar, e flores a preço reduzido, vulgo BATIMENTO, e em caso de doença de um familiar próximo dele, ou amigo ou trabalhador, a contribuição para o pagamento a clínica não escapa, e em caso de falta de dinheiro, eles se orgulham em ver as pessoas se ajoelharem aos pés deles, pedindo apoios benevolentes. Eles acreditam que só mantendo as pessoas na pobreza e infelicidades que as pessoas vão se subordinar e a venerar a eles.

 

É triste ver pessoas morrerem como pintos numa capoeira sem dono, tudo em nome do interesse ao dinheiro, ao retorno imediato de fundos investidos para qualquer programas, razões pela qual, a intenção de desertificar as zonas rurais e trazer todo o povo para as províncias do litoral de Angola, onde esse mesmo povo, de classe social baixa não viverá nos centros de cidades, mas concentrado nas periferias para ser morto fria e silenciosamente por intoxicação biológica, através do lixo, desde as poluições do ar e de água, provocar stress doenças cardiovascular. De facto, as lixeiras e suas produções (poluições) estoiram as cabeças dos moradores das cidades, quer peão, motoqueiro, motorista e viajantes trabalhador e desempregado, residentes na baixa de Luanda ou nos subúrbios. Todo mundo aqui em Luanda, independentemente da classe social, raça, grau académico, angolano ou estrangeiro, macho ou fêmea já provou o mau odor, e talvez, já contaminado, esperando num futuro próximo, comparecer numa desses clínicas ou  ser inquilino por algumas horas ou dias na morgue. Alguns já avançaram tal que cada um de nós espera sua vez, caso não se solucione o mais rápido que possível, esse estado de situação reinante.

 

Uns colaboradores e bajuladores, no meio do povo, depois de receberem a parte de dinheiro que os satisfazem, chegam a aconselhar os outros, dizendo: “ CALMA, o executivo vai fazer….”

 

Que face a este estado de realidade, a questão é: quem são os do executivo angolano, onde estão e o que fazem?

 

Mesmo com os casos de doenças e óbitos, em número cada vez mais crescente, ainda se dá ao luxo de aconselhar, só porque recebeu algumas migalhas, sobejas que dava para ser dado ao cão. Aconselha-se não procurar tapar o sol com a peneira, sob penas de que as sobras de fuba de bombo lhe tapa as vistas e quando precisar de água para se limpar, poderá ser tarde demais, já que de torneiras, a água em Luanda, ainda não é para todos e nem é regular para alguns angolanos que têm.

Ideal seria o de exortar a quem quer que seja de que a pessoa é a maior riqueza que a sociedade tem e não o dinheiro ou qualquer outro ser. “VAMOS TRABALHAR JUNTOS

PARA O DESENVOLVIMENTO. TODOS SOMOS NECESSÁRIOS PARA ERGUER A NOVA ANGOLA, MODERNA, PRÓSPERA E DEMOCRÁTICA”. Se muitos dos “ Somos” Necessários estão a morrer como se fossem pintos numa capoeira sem dono, como será possível responder a esse apelo do Senhor Presidente da República?

Pode ser por falta de sistema que muitos não sabem a cerca dessa verdade? A sociedade angolana é chamada a reflectir a cerca, a saber, nem com a pretensão de se erguer milhares de melhores hospitais equipados com corpos médicos qualificados se poderão resolver a situação em caso se manter operacional empresas privadas pertenças aos cidadãos governantes ou amigos ou familiares destes. Mas antes de se chegar a conclusão de quem e quem deve executar certos programas, o grito de alerta vai no sentido de se ordenar o desaparecimento dessas lixeiras que fazem aumentar a taxa de infelicidades nesta cidade capital. Já imaginaram a imagem de uma Angola cujo capital tenha a maioria dos seus habitantes doentes a passar dias nos óbitos? A Saúde está doente no país por falta de higiene e de pessoas de boa fé.

 A higiene é a mãe da saúde.

 

Não se consegue compreender.

O Lixo continua sempre a subir. quem queira confirmar, que visite hoje, o município de Cazenga, comuna do Hoji ya Henda, conforme a imagem.

 

 

 

 

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